Novembro Azul

Mês Mundial de Conscientização contra o Câncer de Próstata



O Novembro Azul é o mês mundial de conscientização do câncer de próstata.


O movimento que acontece durante todo o mês de Novembro, para estimular a participação da sociedade na prevenção contra o câncer de próstata. Celebrada em diversos países a campanha tem o objetivo de chamar a atenção dos homens para os riscos e a necessidade do diagnóstico precoce deste tipo de câncer, que é o segundo mais recorrente no Brasil.


O grupo Huntington também faz parte desta corrente mundial que ganha mais adeptos a cada ano.


Durante o mês de novembro, todos os colaboradores do Grupo Huntington farão uma mobilização interna, utilizando o laço azul no uniforme para alertar aos pacientes sobre a importância da campanha. Além disso, as unidades Huntington estarão iluminadas com a cor azul que simboliza a campanha.

Além da prevenção da doença, outro ponto muito importante é a conscientização sobre os efeitos dos tratamentos oncológicos na fertilidade.


Assim que a doença é diagnosticada, inicia-se o tratamento oncológico, que normalmente ocorre através de procedimentos com quimioterapia e radioterapia. Entretanto, além desses tratamentos combaterem as células cancerígenas, eles também afetam diretamente as células germinativas que dão origem a óvulos e espermatozoides, o que pode causar a infertilidade. Dessa forma, no caso de pacientes em idade reprodutiva que desejam ter filhos no futuro após a cura da doença, suas chances podem ficar comprometidas.


É importante alertar a população masculina, e ressaltar que o médico oncologista deve manter um estreito diálogo com seus pacientes sobre todo o processo do tratamento, esclarecendo todos seus efeitos e indicando as possibilidades de preservação da fertilidade antes do início do tratamento.


O Câncer de Próstata
Oncofertilidade Huntington
Como o tratamento oncológico pode afetar a fertilidade?
Técnicas de Preservação da Fertilidade


O câncer de próstata


A próstata é uma glândula que só o homem possui e que se localiza na parte baixa do abdômen. Ela é um órgão muito pequeno, tem a forma de maçã e se situa logo abaixo da bexiga e à frente do reto. A próstata envolve a porção inicial da uretra, tubo pelo qual a urina armazenada na bexiga é eliminada. A próstata produz parte do sêmen, líquido espesso que contém os espermatozoides, liberado durante o ato sexual.


Segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA), no Brasil, o câncer de próstata é o segundo mais comum entre os homens.


Mais do que qualquer outro tipo, é considerado um câncer da terceira idade, já que cerca de três quartos dos casos no mundo ocorrem a partir dos 65 anos. O aumento observado nas taxas de incidência no Brasil pode ser parcialmente justificado pela evolução dos métodos diagnósticos (exames), pela melhoria na qualidade dos sistemas de informação do país e pelo aumento na expectativa de vida.


Confira abaixo algumas informações de grande importância que estão compartilhadas no portal do Instituto Nacional de Câncer:



FATORES DE RISCO E PREVENÇÃO


O diagnóstico da doença em fases iniciais, na maioria dos casos, aumenta a chance de tratamento e cura.


Já está comprovado que uma dieta rica em frutas, verduras, legumes, grãos e cereais integrais, e com menos gordura, principalmente as de origem animal, ajuda a diminuir o risco de câncer, como também de outras doenças crônicas não-transmissíveis. Nesse sentido, outros hábitos saudáveis também são recomendados, como fazer, no mínimo, 30 minutos diários de atividade física, manter o peso adequado à altura, diminuir o consumo de álcool e não fumar.


A idade é um fator de risco importante para o câncer de próstata, uma vez que tanto a incidência como a mortalidade aumentam significativamente após os 50 anos. Pai ou irmão com câncer de próstata antes dos 60 anos pode aumentar o risco de se ter a doença de 3 a 10 vezes comparado à população em geral, podendo refletir tanto fatores genéticos (hereditários) quanto hábitos alimentares ou estilo de vida de risco de algumas famílias.


DIAGNÓSTICO E DETECÇÃO PRECOCE


O câncer da próstata pode ser identificado com a combinação de dois exames:


  • Dosagem de PSA: exame de sangue que avalia a quantidade do antígeno prostático específico
  • Toque retal: como a glândula fica em frente ao reto, o exame permite ao médico palpar a próstata e perceber se há nódulos (caroços) ou tecidos endurecidos (possível estágio inicial da doença). O toque é feito com o dedo protegido por luva lubrificada. É rápido e indolor, apesar de alguns homens relatarem incômodo e terem enorme resistência em realizar o exame.


Na maioria dos homens, o nível de PSA costuma permanecer abaixo de 4 ng/ml. Alguns pacientes com nível normal de PSA podem ter um tumor maligno, que pode até ser mais agressivo, por isso esse exame, feito de forma isolada, não pode ser a única forma de diagnóstico.


Nenhum dos dois exames têm 100% de precisão. Por isso, podem ser necessários exames complementares. 


A biopsia é o único procedimento capaz de confirmar o câncer. A retirada de amostras de tecido da glândula para análise é feita com auxílio da ultrassonografia. Pode haver desconforto e presença de sangue na urina ou no sêmen nos dias seguintes ao procedimento, e há risco de infecção, o que é resolvido com o uso de antibióticos. 


Outros exames de imagem também podem ser solicitados, como tomografia computadorizada, ressonância magnética e cintilografia óssea (para verificar se os ossos foram atingidos).


SINTOMAS E TRATAMENTOS


Em sua fase inicial, o câncer da próstata tem evolução silenciosa. Muitos pacientes não apresentam nenhum sintoma ou, quando apresentam, são semelhantes aos do crescimento benigno da próstata (dificuldade de urinar, necessidade de urinar mais vezes durante o dia ou a noite). Na fase avançada, pode provocar dor óssea, sintomas urinários ou, quando mais grave, infecção generalizada ou insuficiência renal.


Para doença localizada, cirurgia, radioterapia e até mesmo observação vigilante (em algumas situações especiais) podem ser oferecidos. Para doença localmente avançada, radioterapia ou cirurgia em combinação com tratamento hormonal têm sido utilizados. Para doença metastática (quando o tumor original já se espalhou para outras partes do corpo), o tratamento de eleição é a terapia hormonal.


A escolha do tratamento mais adequado deve ser individualizada e definida após discutir os riscos e benefícios do tratamento com o seu médico.


Fonte: Instituto Nacional de Câncer (INCA)