Outubro Rosa

Mês Mundial de Conscientização contra o Câncer de Mama



O Outubro Rosa é o mês mundial de conscientização do câncer de mama.


O movimento que acontece durante todo o mês de Outubro, surgiu nos Estados Unidos, em 1990 para estimular a participação da sociedade na prevenção contra o câncer de mama. Hoje, ele é celebrado em diversos países, com o objetivo de chamar a atenção das mulheres para os riscos e a necessidade do diagnóstico precoce deste tipo de câncer, que é o segundo mais recorrente no mundo.


O grupo Huntington também faz parte desta corrente mundial que ganha mais adeptos a cada ano.


Durante o mês de outubro, todos os colaboradores do Grupo Huntington farão uma mobilização interna, utilizando o laço rosa no uniforme para alertar aos pacientes sobre a importância da campanha. Além disso, as unidades Huntington estarão iluminadas com a cor rosa.

Além da prevenção da doença, outro ponto muito importante é a conscientização sobre os efeitos dos tratamentos oncológicos na fertilidade.


Assim que a doença é diagnosticada, inicia-se o tratamento oncológico, que normalmente ocorre através de procedimentos com quimioterapia e radioterapia. Entretanto, além desses tratamentos combaterem as células cancerígenas, eles também afetam diretamente as células germinativas que dão origem a óvulos e espermatozoides, o que pode causar a infertilidade. Dessa forma, no caso de pacientes em idade reprodutiva que desejam engravidar após a cura da doença, suas chances podem ficar comprometidas.


Diante da informação de que tem se tornado mundialmente cada vez mais comum à incidência desses tipos de doenças em mulheres que estão em idade reprodutiva, é importante alertar a população feminina, e ressaltar que o médico oncologista deve manter um estreito diálogo com suas pacientes sobre todo o processo do tratamento, esclarecendo todos seus efeitos e indicando as possibilidades de preservação da fertilidade antes do início do tratamento.


Saiba mais sobre este assunto clicando nos botões abaixo.


O Câncer de Mama
Oncofertilidade Huntington
Como o tratamento oncológico pode afetar a fertilidade?
Técnicas de Preservação da Fertilidade


O câncer de mama


Segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA), em 2016, somente no Brasil, o câncer de mama atingiu mais de 57 mil pessoas. A doença está entre as mais comuns entre as mulheres no país, podendo acometer também aos homens, porém, é raro, representando apenas 1% do total de casos da doença.


O câncer de mama é considerado relativamente raro antes dos 35 anos, acima desta idade sua incidência cresce progressivamente, especialmente após os 50 anos. O diagnóstico da doença em fases iniciais, na maioria dos casos, aumenta a chance de tratamento e cura, por isso, é necessário realizar o exame clínico das mamas, além da realização do autoexame periodicamente.


Confira abaixo algumas informações de grande importância que estão compartilhadas no portal do Instituto Nacional de Câncer:



FATORES DE RISCO


O câncer de mama não tem uma causa única. Diversos fatores estão relacionados ao aumento do risco de desenvolver a doença, tais como: idade, fatores endócrinos/história reprodutiva, fatores comportamentais/ambientais e fatores genéticos/hereditários.


A idade, assim como em vários outros tipos de câncer, é um dos principais fatores que aumentam o risco de se desenvolver câncer de mama. O acúmulo de exposições ao longo da vida e as próprias alterações biológicas como o envelhecimento aumentam o risco. Mulheres mais velhas, sobretudo a partir dos 50 anos, são mais propensas a desenvolver a doença.


Fatores endócrinos ou relativos à história reprodutiva


Referem-se ao estímulo do hormônio estrogênio produzido pelo próprio organismo ou consumido por meio do uso continuado de substâncias com esse hormônio.


Esses fatores incluem: história de menarca precoce (idade da primeira menstruação menor que 12 anos); menopausa tardia (após os 55 anos); primeira gravidez após os 30 anos; nuliparidade (não ter tido filhos); e uso de contraceptivos orais e de terapia de reposição hormonal pós-menopausa, especialmente se por tempo prolongado.


O uso de contraceptivos orais também é considerado um fator de risco pela Agência Internacional de Pesquisa em Câncer (Iarc) da Organização Mundial da Saúde (OMS), embora muitos estudos sobre o tema tenham resultados controversos.


Fatores relacionados a comportamentos ou ao ambiente


Incluem ingestão de bebida alcoólica, sobrepeso e obesidade após a menopausa e exposição à radiação ionizante (tipo de radiação presente na radioterapia e em exames de imagem como raios X, mamografia e tomografia computadorizada). O tabagismo é um fator que vem sendo estudado ao longo dos anos, com resultados contraditórios quanto ao aumento do risco de câncer de mama. Atualmente há alguma evidência de que ele aumenta também o risco desse tipo de câncer.


O risco devido à radiação ionizante é proporcional à dose e à frequência. Doses altas ou moderadas de radiação ionizante (como as que ocorrem nas mulheres expostas a tratamento de radioterapia no tórax em idade jovem) ou mesmo doses baixas e frequentes (como as que ocorrem em mulheres expostas a dezenas de exames de mamografia) aumentam o risco de desenvolvimento do câncer de mama.

Fatores genéticos/hereditários


Estão relacionados à presença de mutações em determinados genes transmitidos na família, especialmente BRCA1 e BRCA2. Mulheres com histórico de casos de câncer de mama em familiares consanguíneos, sobretudo em idade jovem; de câncer de ovário ou de câncer de mama em homem, podem ter predisposição genética e são consideradas de risco elevado para a doença.

Prevenção e Detecção precoce


A prevenção do câncer de mama não é totalmente possível em função da multiplicidade de fatores relacionados ao surgimento da doença e ao fato de vários deles não serem modificáveis. De modo geral, a prevenção baseia-se no controle dos fatores de risco e no estímulo aos fatores protetores, especificamente aqueles considerados modificáveis.


Estima-se que por meio da alimentação, nutrição e atividade física é possível reduzir em até 28% o risco de a mulher desenvolver câncer de mama. Controlar o peso corporal e evitar a obesidade, por meio da alimentação saudável e da prática regular de exercícios físicos, e evitar o consumo de bebidas alcoólicas são recomendações básicas para prevenir o câncer de mama. A amamentação também é considerada um fator protetor.


A terapia de reposição hormonal (TRH), quando estritamente indicada, deve ser feita sob rigoroso controle médico e pelo mínimo de tempo necessário.

O câncer de mama pode ser detectado em fases iniciais, em grande parte dos casos, aumentando assim as chances de tratamento e cura.


É importante que as mulheres fiquem atentas a qualquer alteração suspeita na mama. Quando a mulher conhece bem suas mamas e se familiariza com o que é normal para ela, pode estar atenta a essas alterações e buscar o serviço de saúde para investigação diagnóstica.


A orientação atual é que a mulher faça a observação e a autopalpação das mamas sempre que se sentir confortável para tal (no banho, no momento da troca de roupa ou em outra situação do cotidiano), sem necessidade de uma técnica específica de autoexame, em um determinado período do mês, como preconizado nos anos 80. Essa mudança surgiu do fato de que, na prática, muitas mulheres com câncer de mama descobriram a doença a partir da observação casual de alterações mamárias e não por meio de uma prática sistemática de se autoexaminar, com método e periodicidade definidas.

A detecção precoce do câncer de mama pode também ser feita pela mamografia, quando realizada em mulheres sem sinais e sintomas da doença, numa faixa etária em que haja um balanço favorável entre benefícios e riscos dessa prática (mamografia de rastreamento).


A recomendação no Brasil, atualizada em 2015, é que mulheres entre 50 e 69 anos façam uma mamografia a cada dois anos. Essa é também a rotina adotada na maior parte dos países que implantaram o rastreamento do câncer de mama e tiveram impacto na redução da mortalidade por essa doença.


Os benefícios da mamografia de rastreamento incluem a possibilidade de encontrar o câncer no início e ter um tratamento menos agressivo, assim como menor chance de morrer da doença, em função do tratamento oportuno. A mamografia diagnóstica, com finalidade de investigação de lesões suspeitas da mama, pode ser solicitada em qualquer idade, a critério médico.


A mulher que tem risco elevado de câncer de mama, ou seja, aquelas que tem históricos de câncer em familiares consanguíneos, devem conversar com o médico para avaliar a particularidade de seu caso e definir a conduta a seguir.


Sintomas


O câncer de mama pode ser percebido em fases iniciais, na maioria dos casos, por meio dos seguintes sinais e sintomas:


  • Nódulo (caroço), fixo e geralmente indolor: é a principal manifestação da doença, estando presente em cerca de 90% dos casos quando o câncer é percebido pela própria mulher.


  • Pele da mama avermelhada, retraída ou parecida com casca de laranja.


  • Alterações no bico do peito (mamilo).


  • Pequenos nódulos nas axilas ou no pescoço.


  • Saída de líquido anormal das mamas.


Esses sinais e sintomas devem sempre ser investigados, porém podem estar relacionados a doenças benignas da mama. A postura atenta das mulheres em relação à saúde das mamas, que significa conhecer o que é normal em seu corpo e quais as alterações consideradas suspeitas de câncer de mama, é fundamental para a detecção precoce dessa doença.


Fonte: Instituto Nacional de Câncer (INCA)